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Um ato de generosidade pode…

A melhor forma de se sentir bem consigo próprio é praticar um generoso ato de bondade, ou seja, ajudar outra pessoa sem ter qualquer expectativa de receber algo em troca, apenas auxiliar alguém que está a precisar de ajuda.

Para quem não sabe a Oxitocina é um hormônio produzido no cérebro, mais precisamente no hipotálamo, e que tem a função de:
– Ajudar a mulher no parto do recém nascido;
– Estimular a libertação do leite materno;
– Desenvolver o apego e a empatia entre as pessoas;
– Modular a sensibilidade ao medo (principalmente ao desconhecido).

É muitas vezes apelidada como o hormônio do amor porque nos faz sentir bem, torna-nos mais amáveis, diminui a nossa ansiedade e ajuda-nos a ser mais empáticos com os outros. Esta particularidade é muito importante porque quando ajudamos alguém, independentemente de ser um conhecido ou desconhecido, estimulará a produção deste hormônio no nosso organismo, fazendo-nos sentir bem e condicionando o nosso comportamento futuro.

Quantos mais atos de generosidade tivermos maior é a probabilidade de continuarmos a tê-los no futuro e, como consequência, a sentirmos-nos muito bem. E isto é válido para quem ajuda como para quem é ajudado.

Como pai/mãe, esta é uma excelente oportunidade para ensinar o seu filho(a) a ser mais generoso com os outros, ensinando-o(a) a praticar estes atos de bondade, para que ele(a) também se sinta bem consigo próprio, ajudando(a) a ultrapassar momentos emocionais mais difíceis na sua própria vida.

Esta é a forma que a natureza tem para nos mostrar o quanto é importante praticarmos estes atos de bondade para com o nosso semelhante, reforçando a ligação empática entre o ser humano e contribuindo para diminuir os níveis de agressividade e atritos que acabamos por observar no dia a dia.

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Aprendizagem, Comunicação, Educação, Líderes, Redes Sociais, Relacionamentos, Saúde

Porque os nossos filho(a)s se sentem mais sós

Numa altura das nossas vidas em que nos vimos forçados a passar mais tempo em casa, “obrigados” a alterar rotinas e a trabalhar remotamente, fez com que as comunicações passassem a ser quase, exclusivamente, via digital. O contacto presencial foi reduzido drasticamente e todas as formas de contacto passaram para o telemóvel, vídeo chamada ou redes sociais. Com este abanão que o Covid-19 veio trazer à nossa sociedade, já se fala num mundo cada vez mais digital, onde trabalhar a partir de casa será uma realidade mais abrangente, Telescola mais presente e um exacerbar das comunicações nas redes sociais. Mas será que todas estas alterações serão benéficas para o ser humano enquanto ser social? Conseguiremos comunicar eficazmente? Conseguiremos criar uma ligação com o outro? E os nossos filho(a)s, irão viver cada vez mais num mundo virtual da Internet e das redes sociais?

Costumo dizer que as redes sociais estão concebidas para manter o utilizador online 24h sobre 24h. Ele não olha a idades, género ou raça, apenas tem como fim último o lucro, ou seja, ter o maior número de pessoas online a consumir as informações disponíveis. Para isso, uma rede social está construída para “mexer” com as necessidades básicas do ser humano, por exemplo: muitos “amigos” leva a suprir a necessidade de pertença a um grupo, muitos comentários ou likes dá-me reconhecimento, deslizar pelo feed sem fim suprime a minha necessidade de variedade e surpresas, e sempre que entro na minha conta, sei que vou encontrar muitas novidades sobre os meus “amigos”. Se isto é válido para os adultos, imaginem para um jovem ou adolescente ainda em fase de desenvolvimento cognitivo e emocional.

Apesar de estarmos rodeados dos aparelhos e tecnologias mais atuais, parece que cada vez mais nos sentimos mais sós e, para mim, faz todo o sentido porque toda a evolução do ser humano enquanto homem/mulher e na construção das sociedades que temos hoje, fez uso de uma competência/valor muito importante que é a Confiança. Tu podes criar esta ligação de confiança online? Podes mas aumenta a probabilidade de seres enganado.

Abordo a confiança porque é a base para as relações interpessoais e somente estando cara a cara é que conseguimos olhar para a outra pessoa e ler a congruência das suas palavras no seu corpo, falar com o outro e sentir que sou escutado, cumprimentar o outro e sentir que sou bem recebido, observar no outro as mudanças de estado emocional à medida que abordamos diferentes assuntos, saber que temos mais em comum do que aquilo que nos separa, enfim, podia continuar com mais exemplos.

Para mim estas são algumas das razões pelas quais os nossos filhos (e falo no geral) se sentem mais sós, apesar de toda a tecnologia ao seu dispor. Como pais é urgente termos em atenção dois pontos:
1. Desde pequenos proporcionar experiências em conjunto onde podemos dar a ele(a)s um espaço para aprender a desenvolver a sua confiança e na que terá nos outros. Isso começa em casa.

2. Há medida que os nossos filho(a)s vão crescendo, equilibrar o tempo online vs offline.

Quando estiverem offline, naquele momento em que está com o seu filho(a), aproveite para:
1. Contar histórias do seu passado e que lhe ensinem o mesmo que lhe ensinou a si;
2. Estabeleça contacto físico, brinque e divirta-se com ele(a);
3. Olhe nos seus olhos enquanto fala;
4. Escute mais o seu filho(a) a falar das coisas que adora;
5. Partilhe as suas vulnerabilidades e como conseguiu ultrapassar;
6. Elogie os seus comportamentos publicamente;
7. Compreenda (mas não aceite) os seus erros, procurando orientar para uma solução.
8. Peça a opinião dele(a) nas suas dúvidas e faça-o sentir importante;
9. Permita que ele(a) escolha a próxima atividade em família no fim de semana;
10. Mostre as suas emoções, alegria, tristeza, aborrecimento, receio, etc. E mostre como vai superar.

Quero que este artigo seja um alerta para o futuro que está ai à nossa porta.
A tecnologia é fantástica mas não substitui o contacto físico de estarmos juntos.
E para que o offline seja uma experiência maravilhosa, comece a praticar com o seu filho(a) como gostaria que ele(a) pudesse fazer no futuro com os seus amigo(a)s.
Ao valorizar esta forma de estar, estará a dar um “novo” sentido à tecnologia e uma “nova forma de estar” nas redes sociais.

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Dificuldades em adormecer o meu filho(a)

De um dos livros que estou a ler saltou-me à vista uma frase deliciosa:
“O bebé humano é uma força da natureza. A dormir uma média de 18 horas por dia, é capaz de conseguir que os seus pais durmam apenas três ou quatro.” Carles Capdevila

Para o leitor que está a ler este curto artigo e que é pai/mãe de um bebé sabe do quanto pode ser um desafio a hora de dormir. Cá em casa o desafio foi quase sempre o adormecer, apesar da Carolina estar com sono, a vontade de continuar perto dos pais era bem maior do que ir para a sua caminha (berço) e adormecer. Depois de estar a dormir, já conseguiríamos descansar tranquilamente porque dormia até ao dia seguinte. 🙂

Enquanto casal pesquisamos todas as estratégias possíveis e adaptávamos as mesmas à nossa realidade, tendo em conta as nossas aprendizagens e o próprio contexto para conseguir adormecer a Carolina. A questão que gostaria de fazer é:

» Que dificuldades sentiu? ou ainda sente, quando quer adormecer o seu filho(a)?
» O que já experimentou? O que resultou? O que não resultou?

Gostaria de poder aprender consigo e acrescentar mais algumas estratégias que possam servir de ajuda a outros pais que estejam na mesma situação.

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Uma terceira solução para os conflitos familiares

Há uma frase que gosto muito de um autor chamado Desmond Tutu, e que diz,..”Não levante a sua voz, melhore os seus argumentos”. Considero uma afirmação muito importante quando observamos a relação entre pais e filhos, e o quanto isso pode ser determinante para uma maior harmonia familiar.

Na minha opinião, discutir com o seu filho elevando o tom de voz só levará a uma escalada de argumentos defensivos de ambas as partes, na busca incessante por ter razão, quando deveríamos fazer o que está correto. Primeiro vamos compreender porque elevamos o tom de voz:
1. Para ser escutado;
2. Para mostrar que tem razão;
3. Para se defender das acusações;
4. Alívio emocional.

Ok Nelson, já percebi.
Como diz o autor da frase, devemos melhorar os argumentos que utilizamos, ao invés de “esgrimir” acusações subjetivas, generalistas e revestidas de muita energia negativa que só degrada a relação parental. O que sugere Nelson?

Uma sugestão muito simples e prática para discutir tranquilamente com o seu filho(a) e evitar conflitos é:
1. Falar no “EU” evitando o “TU” (que é o mesmo que apontar o dedo);
Numa situação em que discorda do comportamento do seu filho(a) procure explicar como se sente quando observa esse comportamento e como a incomoda.

2. Permita que o seu filho(a) explique o seu ponto de vista
Ensine-o(a) a falar na primeira pessoa “EU” para que expresse os seus motivos evitando, também, apontar o dedo.

3. Há mais no que vos une do que vos separa
Em qualquer conflito, há algo mais profundo que vos une. Poderão não concordar superficialmente, por exemplo, querer que o seu filho chegue a casa às 20h e ele chegar às 21h. Mas a um nível mais profundo ambos querem estar em casa para jantar e conviver em família.

4. Pergunte como podemos ficar satisfeitos
Se o Pai ou a mãe discorda do comportamento, tome a iniciativa de perguntar ao seu filho(a) como poderíamos chegar a um consenso que fosse bom para ambas as partes. Se já sabemos qual é o ponto que vos separa e o ponto que vos une, como poderíamos juntar as duas partes e formar uma terceira solução? Peço que pergunte ao seu filho(a) para ajudá-lo a refletir e a encontrar uma solução para este conflito e, assim, estará a “treiná-lo” para encontrar soluções proativamente no futuro.

Esta estratégia muito simples e prática é válida para a maior parte das situações que vamos encontrar em casa, no entanto, há outras em que terá de assumir uma postura mais assertiva e célere. Nessas situações teremos de utilizar outras estratégias que nos permitam lidar com a situação e, ao mesmo tempo, tornar esse momento uma oportunidade de aprendizagem para a vida.

Experimente.
Coloque em prática.
O Sucesso vem depois da Ação.
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Brincar é importante porque

Brincar é o “trabalho” mais importante para as crianças e o que permite iniciar o desenvolvimento de competências fundamentais para elas, de uma forma lúdica e utilizando o corpo todo (não apenas o cérebro).

O brincar começa em casa.
É uma experiência familiar e nela podemos assumir vários “personagens” que nos levam a ultrapassar adversidades, aprender a cair, a lidar com as nossas emoções, a conhecer o nosso corpo, a comunicar com o outro, a cooperar e ajudar, e a dar um significado maior à sua curiosidade e ao pensamento divergente.

Melhor do que eu para falar deste tema, é mesmo lerem o artigo de hoje do Professor Carlos Neto, com quem tive o privilégio de estar por altura do meu Mestrado, onde me inspirou a realizar a minha tese no Brincar entre Pais e Filhos, e o quanto aprendi sobre este tema determinante para a sobrevivência da nossa espécie.

Ler o artigo AQUI.

Eu olho para o brincar como uma espécie de preparação para a vida adulta, que pode ensinar tanto à criança, em tão pouco tempo e com poucos recursos. Mas precisa de ti, sim de ti que és pai e mãe. Tu és muito importante para ensinares o teu filho(a) a brincar. Dedica algum tempo da tua semana a fazer as maiores “parvoíces” com ele(a), volta ao teu tempo de criança e desfruta desses momentos únicos com ele(a).

Acredita quando te digo que a Saúde física, mental, emocional, social e espiritual do tgeu filho(a) vai beneficiar exponencialmente deste compromisso com o teu filho(a). Brinca mais com ele(a), utiliza a natureza e o ar livre, evita os brinquedos e façam uso do vosso corpo.

Educa-o(a) através do movimento!

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