Aprendizagem, Comunicação, Educação, Líderes, Redes Sociais, Relacionamentos, Saúde

Porque os nossos filho(a)s se sentem mais sós

Numa altura das nossas vidas em que nos vimos forçados a passar mais tempo em casa, “obrigados” a alterar rotinas e a trabalhar remotamente, fez com que as comunicações passassem a ser quase, exclusivamente, via digital. O contacto presencial foi reduzido drasticamente e todas as formas de contacto passaram para o telemóvel, vídeo chamada ou redes sociais. Com este abanão que o Covid-19 veio trazer à nossa sociedade, já se fala num mundo cada vez mais digital, onde trabalhar a partir de casa será uma realidade mais abrangente, Telescola mais presente e um exacerbar das comunicações nas redes sociais. Mas será que todas estas alterações serão benéficas para o ser humano enquanto ser social? Conseguiremos comunicar eficazmente? Conseguiremos criar uma ligação com o outro? E os nossos filho(a)s, irão viver cada vez mais num mundo virtual da Internet e das redes sociais?

Costumo dizer que as redes sociais estão concebidas para manter o utilizador online 24h sobre 24h. Ele não olha a idades, género ou raça, apenas tem como fim último o lucro, ou seja, ter o maior número de pessoas online a consumir as informações disponíveis. Para isso, uma rede social está construída para “mexer” com as necessidades básicas do ser humano, por exemplo: muitos “amigos” leva a suprir a necessidade de pertença a um grupo, muitos comentários ou likes dá-me reconhecimento, deslizar pelo feed sem fim suprime a minha necessidade de variedade e surpresas, e sempre que entro na minha conta, sei que vou encontrar muitas novidades sobre os meus “amigos”. Se isto é válido para os adultos, imaginem para um jovem ou adolescente ainda em fase de desenvolvimento cognitivo e emocional.

Apesar de estarmos rodeados dos aparelhos e tecnologias mais atuais, parece que cada vez mais nos sentimos mais sós e, para mim, faz todo o sentido porque toda a evolução do ser humano enquanto homem/mulher e na construção das sociedades que temos hoje, fez uso de uma competência/valor muito importante que é a Confiança. Tu podes criar esta ligação de confiança online? Podes mas aumenta a probabilidade de seres enganado.

Abordo a confiança porque é a base para as relações interpessoais e somente estando cara a cara é que conseguimos olhar para a outra pessoa e ler a congruência das suas palavras no seu corpo, falar com o outro e sentir que sou escutado, cumprimentar o outro e sentir que sou bem recebido, observar no outro as mudanças de estado emocional à medida que abordamos diferentes assuntos, saber que temos mais em comum do que aquilo que nos separa, enfim, podia continuar com mais exemplos.

Para mim estas são algumas das razões pelas quais os nossos filhos (e falo no geral) se sentem mais sós, apesar de toda a tecnologia ao seu dispor. Como pais é urgente termos em atenção dois pontos:
1. Desde pequenos proporcionar experiências em conjunto onde podemos dar a ele(a)s um espaço para aprender a desenvolver a sua confiança e na que terá nos outros. Isso começa em casa.

2. Há medida que os nossos filho(a)s vão crescendo, equilibrar o tempo online vs offline.

Quando estiverem offline, naquele momento em que está com o seu filho(a), aproveite para:
1. Contar histórias do seu passado e que lhe ensinem o mesmo que lhe ensinou a si;
2. Estabeleça contacto físico, brinque e divirta-se com ele(a);
3. Olhe nos seus olhos enquanto fala;
4. Escute mais o seu filho(a) a falar das coisas que adora;
5. Partilhe as suas vulnerabilidades e como conseguiu ultrapassar;
6. Elogie os seus comportamentos publicamente;
7. Compreenda (mas não aceite) os seus erros, procurando orientar para uma solução.
8. Peça a opinião dele(a) nas suas dúvidas e faça-o sentir importante;
9. Permita que ele(a) escolha a próxima atividade em família no fim de semana;
10. Mostre as suas emoções, alegria, tristeza, aborrecimento, receio, etc. E mostre como vai superar.

Quero que este artigo seja um alerta para o futuro que está ai à nossa porta.
A tecnologia é fantástica mas não substitui o contacto físico de estarmos juntos.
E para que o offline seja uma experiência maravilhosa, comece a praticar com o seu filho(a) como gostaria que ele(a) pudesse fazer no futuro com os seus amigo(a)s.
Ao valorizar esta forma de estar, estará a dar um “novo” sentido à tecnologia e uma “nova forma de estar” nas redes sociais.

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Uma terceira solução para os conflitos familiares

Há uma frase que gosto muito de um autor chamado Desmond Tutu, e que diz,..”Não levante a sua voz, melhore os seus argumentos”. Considero uma afirmação muito importante quando observamos a relação entre pais e filhos, e o quanto isso pode ser determinante para uma maior harmonia familiar.

Na minha opinião, discutir com o seu filho elevando o tom de voz só levará a uma escalada de argumentos defensivos de ambas as partes, na busca incessante por ter razão, quando deveríamos fazer o que está correto. Primeiro vamos compreender porque elevamos o tom de voz:
1. Para ser escutado;
2. Para mostrar que tem razão;
3. Para se defender das acusações;
4. Alívio emocional.

Ok Nelson, já percebi.
Como diz o autor da frase, devemos melhorar os argumentos que utilizamos, ao invés de “esgrimir” acusações subjetivas, generalistas e revestidas de muita energia negativa que só degrada a relação parental. O que sugere Nelson?

Uma sugestão muito simples e prática para discutir tranquilamente com o seu filho(a) e evitar conflitos é:
1. Falar no “EU” evitando o “TU” (que é o mesmo que apontar o dedo);
Numa situação em que discorda do comportamento do seu filho(a) procure explicar como se sente quando observa esse comportamento e como a incomoda.

2. Permita que o seu filho(a) explique o seu ponto de vista
Ensine-o(a) a falar na primeira pessoa “EU” para que expresse os seus motivos evitando, também, apontar o dedo.

3. Há mais no que vos une do que vos separa
Em qualquer conflito, há algo mais profundo que vos une. Poderão não concordar superficialmente, por exemplo, querer que o seu filho chegue a casa às 20h e ele chegar às 21h. Mas a um nível mais profundo ambos querem estar em casa para jantar e conviver em família.

4. Pergunte como podemos ficar satisfeitos
Se o Pai ou a mãe discorda do comportamento, tome a iniciativa de perguntar ao seu filho(a) como poderíamos chegar a um consenso que fosse bom para ambas as partes. Se já sabemos qual é o ponto que vos separa e o ponto que vos une, como poderíamos juntar as duas partes e formar uma terceira solução? Peço que pergunte ao seu filho(a) para ajudá-lo a refletir e a encontrar uma solução para este conflito e, assim, estará a “treiná-lo” para encontrar soluções proativamente no futuro.

Esta estratégia muito simples e prática é válida para a maior parte das situações que vamos encontrar em casa, no entanto, há outras em que terá de assumir uma postura mais assertiva e célere. Nessas situações teremos de utilizar outras estratégias que nos permitam lidar com a situação e, ao mesmo tempo, tornar esse momento uma oportunidade de aprendizagem para a vida.

Experimente.
Coloque em prática.
O Sucesso vem depois da Ação.
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Um dos maiores erros que os Pais cometem

Não sei se a ti já te aconteceu mas a mim já: pedires algo ao teu filho(a) para fazer e parecer que ele(a) não escutou e lá vais tu voltar a repetir o pedido. Por exemplo: chamar para vir almoçar, levantar a horas para sairmos de casa cedo ou arrumar o quarto como fazemos todos os sábados. Para muitos pais que acompanho isto é uma dor de cabeça, estar sempre a repetir-se para que seja feita a tarefa pedida.

Gostaria de te dizer que não é por repetição que o nosso filho(a) vai fazer a tarefa pedida. Se ele(a) escutou o que foi pedido à primeira, é mais do que suficiente para ele(a) saber o que tem de fazer. Como, muito provavelmente, não é do seu agrado (ou não quer parar o que está a fazer) ele(a) vai protelar essa ação até que: você desista ou insista de forma ligeiramente diferente.

Se nós desistirmos vamos condicionar o comportamento do nosso filho(a) a manter este padrão, onde o desgaste do pai ou da mãe será muito maior porque para tarefas que não sejam do interesse do nosso filho(a) vai estar constantemente a pedir para fazer, talvez a elevar o tom de voz e, em algumas situações, a discutirem e ficarem chateados um com o outro.

Se optar por mudar ligeiramente a vossa postura a minha sugestão é a seguinte: se têm de sair às 8h30 de casa para poder deixá-lo(a) na escola, mas ele(a) gosta de ficar mais tempo na cama e você acaba por se atrasar nos seus compromissos, peço apenas que defina a hora de saída, comunique ao seu filho(a) e no dia seguinte você sai de casa à hora combinada, com ou sem ele. Só nessa altura é que ele(a) vai perceber que você está a falar a sério.

Para cada decisão há uma consequência.

Sem discussão, sem gritos e sem desgaste, você apenas cumpre com o que pediu.
Isto é válido para a maior parte das situações do nosso dia a dia, no entanto, há algumas diferenças de acordo com a idade dele(a). Por exemplo: se o seu filho tiver 7 anos, esta não seria a melhor estratégia. Podia usar outra que seria, por exemplo, estruturar o dia dele(a) com blocos para atividades e, se numa dessas nos atrasássemos, significaria que uma das atividades favoritas dele(a) que iria acontecer mais tarde, teria de ser encurtada.

“Filho(a), como nos atrasamos no início da manhã, temos de recorrer ao tempo da atividade seguinte para recuperá-lo.”
Garanto-te que ele(a) vai perceber rapidamente que tu não estás a brincar. 🙂

Experimenta.
Coloca em prática.
Se não te sentires confortável, ou sem saber o que fazer, escreve-me e pergunta que eu ajudo-te.

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O verdadeiro segredo para o seu filho(a) triunfar

Um dia, um jovem Thomas Edison regressou da escola com um envelope que continha uma carta escrita pelo seu professor para entregar à sua mãe. Assim que chegou a casa e encontrou a sua mãe, o jovem Thomas Edison disse:
– “O meu professor deu-me este envelope para entregar apenas a ti.”
A mãe pegou no envelope, retirou a carta e começou a ler o seu conteúdo. De repente os olhos da mãe começaram a encher-se de lágrimas enquanto lia a carta.
O jovem Edison ao ver a mãe naquele estado pergunta-lhe:
– “O que diz a carta mãe?”
A mãe limpou as lágrimas e olhou orgulhosamente para o seu filho e disse:
– “O seu filho é um génio e esta escola é demasiado pequena para ele, não tem professores suficientes para ensiná-lo adequadamente. Por favor, ensine-o você.”

Como sabe, Thomas Edison veio a tornar-se num dos maiores inventores e com o registo de mais de 2000 mil patentes.

Passados alguns anos, já após o falecimento da sua mãe, ele estava a arrumar um antigo armário de família, quando deu de caras com a carta que o seu antigo professor lhe tinha dado para entregar à sua mãe. Ele abriu o envelope e começou a ler a carta. Dizia:
– “O seu filho é mentalmente doente, nós não podemos permitir que ele participe nas nossas aulas, ele está expulso.”
Edison ficou um pouco emocionado ao ler a carta e, mais tarde nessa noite, escreveu no seu diário:
– Thomas Edison foi uma criança mentalmente doente cuja mãe o tornou um génio.”

Neste dia da família, é importante reforçar a importância que os pais têm na vida dos seus filhos, o poder que o amor destes tem sobre eles é inimaginável. Acreditar que o seu filho(a) pode e vai conseguir muito mais na vida, do que ele/ela próprio acredita, é a verdadeira prova de Amor que os pais podem dar aos seus filho(a)s.

Lembre-se: acreditar que se é muda a forma como agimos.

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A forma mais rápida para melhorares os teus resultados

É muito comum escutar a vontade de muitos dos meus clientes em melhorar e nem sempre sabem por onde começar, nem o que fazer ou em que áreas trabalhar. Eu até compreendo que isso possa acontecer dado estarmos tão absorvidos no nosso dia a dia, no nosso trabalho, nas nossas preocupações e anseios que facilmente nos escapa o outro lado da moeda, o nosso crescimento pessoal, familiar, social ou profissional.

Um vez escutei um profissional bastante conceituado partilhar um exercício muito simples e prático para ajudar qualquer um de nós a identificar e começar a trabalhar nas áreas que pretende obter melhores resultados.
Em primeiro lugar, deve pegar numa folha em branco e desenhar um círculo no centro, diria a ocupar 50% da folha.

Em segundo lugar gostaria que escrevesse dentro desse círculo tudo aquilo que sente já ser muito bom, que tem resultados nessa área ou temática. Por exemplo: consigo falar tranquilamente em público, facilmente me relaciono com os outros, consigo dedicar os fins de semana à minha esposa, etc.

Em terceiro lugar, vai escrever fora do círculo tudo aquilo que deseja mas que ainda não conseguiu realizar. Competências que sente ainda não desempenhar da forma como gostaria, ou resultados que ainda não consegue alcançar.

Na prática, dentro do círculo escreve o que consegue fazer e fora o que ainda não consegue fazer. No final vai reparar num aspeto muito interessante: o que escreve dentro do círculo é o que está dentro da sua zona de conforto e o que escreve fora do círculo é o que está fora da sua zona de conforto.

O quarto e último passo é hierarquizar por ordem de intervenção tudo o que escreveu fora do círculo e começar pelo primeiro item. Depois vai traçar um objetivo de melhoria, construir um plano de ação e agir no sentido de melhorar esse aspeto da sua vida. Eu sei que parece demasiado simples, mas como é bastante visual e utiliza todas as estruturas de aprendizagem do cérebro, vai ajudá-lo(a) a identificar oportunidades de melhoria que nunca tinham passado pela sua mente (consciente).

Aproveite o dia de hoje para começar a melhorar e, quando necessitar de ajuda, pergunte-me como poderei fazê-lo agora.