9º ou 12ºano – O que devo escolher?

Esta é uma altura de exames para milhares de alunos.
Muito estudo, ansiedade e incertezas para uns, sinal de que as férias estão a chegar para outros. Para os alunos do 9º e 12ºano são também momentos de escolhas, qual o caminho que querem seguir, que áreas de estudo/cursos escolher. É também uma altura em que muitas famílias nos contratam para ajudarmos os filhos a descobrir o que querem fazer no futuro, que profissão quererão abraçar, que decisão poderão tomar.

“Não há pessoas de sucesso que não saibam o que querem”

1 (2)Acredito sinceramente que é importante encontrarmos o nosso propósito, descobrirmos as nossas paixões, encontrar aquele motor invisível que nos impele a mover montanhas e a derrubar obstáculos só para continuarmos a fazer o que gostamos. Com os jovens também acredito que seja igual, aliás gosto de  partilhar o meu exemplo para demonstrar isso.

No meu 9ºano eu já sabia o que queria. Adorava desporto e gostava muito de ajudar e ensinar os meus amigos, a resultado não foi muito surpreendente, segui a via do ensino e tornei-me professor de Educação física.

É importante saber o que queremos mas não precisamos de fazer um drama se o jovem ainda não sabe o que quer. Tem dúvidas. Tem medo de errar. Não sabe se irá gostar. Com 14, 15, 16 ou 17 anos não têm de saber JÁ o futuro que pretendem. E à conta desta situação, quanto maior for a pressão na escolha, mais nefastos poderão ser os resultados no futuro.

Sou adepto da autonomia responsável.
O jovem deve escolher de forma independente o que quer mas também deve assumir a sua escolha até ao fim e não, saltar de pocinha em pocinha, ao ritmo das experiências. Gostei ou não gostei.

1Para os alunos que ainda estão no seu percurso escolar e têm de tomar decisões, a chave poderá residir nas suas paixões, nas suas conquistas passadas e nas perceções sobre as suas competências. De uma forma simples, um caminho possível é aproveitar todas as experiências do mundo real para estarem dentro das suas paixões e avaliarem até que ponto gostariam de fazê-lo profissionalmente. A resposta mais segura poderá ser,…”Eu trabalhava de graça só para fazer isto ou aquilo”.

“O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender, e reaprender”

Criança empreendedoraVivemos numa sociedade em constante mudança, em que os choques entre as novas e as antigas estruturas causarão crises e resistências à mudança, o que na minha opinião irá exigir das novas gerações uma maior capacidade de adaptabilidade/flexibilidade para triunfarem. Sendo assim, mais do que saber o que o seu filh@ quer, é importante que ele(a) aprenda a olhar para as suas paixões como oportunidades porque no futuro, e cada vez mais, poderão ser “obrigados” a mudar de cargo profissional.

Assim também me aconteceu.
Comecei como professor de Educação Física e Treinador de Futebol 11 e a certa altura da minha vida decidi, por diversos motivos, estar envolvido na educação e no desporto, utilizando um veículo diferente, o treino mental. Continuo a adorar o que fazia e decidi explorar as minhas paixões sem estar “preso” a crenças limitadoras sobre um trabalho para a vida. As paixões essas sim, devem ser para a vida!

Tenha um excelente dia!
Nelson Ramos
Consultor Solfut & Coach IHTP
Education Academy Manager


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